quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Senadora merece meu apoio

"Caro Limongi como retribuir essa atenção e generosidade comigo? Fazendo orações para que você tenha muita saude e vida longa! Fico entusiasmada com teu vigor e tua coragem para criticar figuras "intocáveis" da politica, do esporte, da Justiça, do MP e da economia! Abs e continue assim! Bom domingo!
Abs
Ana Amélia"

Caro amigo,
Essa é mais uma prova da sua estatura moral e do grande ser humano que você é, além de amigo irretocável.
O Brasil e nosso povo precisam de generosidade ontem, hoje e sempre. A humanidade necessita disso.  E nada melhor que uma pessoa pública com o alcance que você tem nas mídias para praticá-la dando um belo exemplo a todos que te leem e te acompanham.
A generosidade é doação, é própria de quem está sempre a olhar para os lados e ao seu redor.
A generosidade adoça a alma de quem recebe, e engrandece a alma de quem a pratica.
Parabéns, Limongi, pelo seu simples, porém nobre gesto, que só faz aumentar a admiração que tenho pelo amigo.
Forte abraço,
(Antony)

 Parabéns meu irmão !! É muito bom ser respeitado por uma pessoa como a nossa senadora Ana Amélia !!! Pra mim , uma das poucas representantes , que merecem a admiração e respeito do eleitor brasileiro !!!!!
(Nazaré Limongi)

Concordo com sua irmã,  meu amigo.  Parabéns.  Abs
(Rose Marie Romariz Maasri)

O meu também.
Apoio e admiração.
(Aziz)

Concordo.
(Kleber Sampaio)

Concordo inteiramente. Como jornalista sempre foi uma pessoa
séria, honesta e amiga. Como senadora, desenvolve suas atividades políticas
como dignidade, honestidade, sem vaidades. Um número reduzidíssimo ali
poderia ser comparado à Ana Amélia. É um modelo a ser seguido.
(Aylê-Salassié) 

Dupla assassina

A justiça  decidiu: bombeiro e advogado que mataram duas pessoas e feriram outras duas, fazendo "pega", no trânsito de Brasília,  foram indiciados por duplo homicídio doloso. Que paguem com o rigor que o assunto exige e que sirva de lição para outros irresponsáveis.

Horário de verão - Silvio de Barros Pinheiro

Demorou bastante, mas, finalmente, o governo começou a enxergar
a estupidez desse tal “horário de verão”.

É um tormento acintoso imposto aos trabalhadores e aos estudantes,
que têm de levantar ainda no escuro, pegar condução e se sujeitar à
insegurança reinante no País, tudo por conta de uma farsa que, apesar
da falácia dos “especialistas”, não traz economia alguma e só serve para
prejudicar a saúde da população.

A energia produzida que não é consumida simplesmente se perde e a
conta de luz nunca ficou mais barata nesse período.

Ao contrário, as pessoas começam a consumir energia mais cedo.

Na “democracia” em que vivemos, a população alguma vez foi consultada
pelos desocupados do Senado sobre a adoção desse transtorno maldito?

Acabem com esse horário farsesco.

Silvio de Barros Pinheiro.


Ganso desprezado por Tite

Tostão bateu o martelo ("O mundo ideal e o real"-Folha São Paulo- 20/9): escalou os titulares e reservas que Tite levará para a copa.  Como Tite, o colunista também despreza Paulo Henrique Ganso. Ambos fecham os olhos para a clara evolução  física e tática do virtuoso Ganso no Sevilla. Inacreditável. Tostão rasga elogios a Tite. O auxiliar técnico da seleção, Edu, que se cuide. 

terça-feira, 19 de setembro de 2017

General amedronta hipócritas

A fala do general Mourão amedrontou as vestais grávidas. Porque tanto medo das Forças Armadas?Os corruptos não dormiram.  Desinformados, ingênuos e patrulheiros deveriam  respeitar os militares. Nos governos militares não havia corrupção. O trabalho era a mola mestra das administrações. Asnos deveriam respeitar, também, as palavras do general. Ou a democracia e a liberdade de expressão não valem para todos os brasileiros? Militar também é povo. Na linha onde desponta o timeco da hipocrisia, moleques fantasiados de políticos isentos, deitaram falação contra o general Mourão. Fedelhos engravatados sem autoridade para querer dar lições a um oficial graduado do Exército, que estudou e sempre se dedicou a servir a Pátria. Quantos podem dizer o mesmo? Patético que o ministro, um civil, outro absurdo, venha a público fazer média e dizer que o general será reprendido. Inversão de valores é isso. Pobre Brasil.

Zona Franca de Manaus sob ataque

É no mínimo inusitada a proposta do Ministério da Saúde para combater a obesidade infantil no País: aumentar impostos sobre as bebidas com açúcar. Nada de campanha pelo consumo consciente de bebidas e outros alimentos “engordativos”, nada de esclarecimentos e informações nutricionais à população, nada de ações específicas nas escolas. A estratégia do governo federal se resume ao aumento de impostos. E pior: como uma parte importante da indústria de bebidas está na Zona Franca de Manaus, nosso combalido modelo será o mais prejudicado caso a medida seja, de fato, implementada.

A impressão clara é que a preocupação do governo federal passa bem longo do problema da obesidade infantil, que é uma questão     grave que precisa ser abordada de forma séria. A intenção do governo parece ser apenas a de aumentar a arrecadação e engordar a receita tributária. Mas esse tiro pode sair pela culatra; maus hábitos alimentares não serão corrigidos porque os refrigerantes vão ficar mais caros. Isso se faz com educação, conscientização dos pais, orientação nas escolas.

Por outro lado, a mudança na tributação das bebidas pode colocar em risco milhares de empregos mantidos por esse segmento na Zona Franca, fragilizando um setor que é um dos mais importantes do Polo Industrial de Manaus. Vale lembrar que os concentrados para preparação de bebidas são o principal produto de exportação da Zona Franca, responsável por mais de 30% de nossas vendas externas.

Com uma ameaça tão séria ao modelo que é o motor da economia local, era de se esperar uma reação forte dos parlamentares da bancada amazonense em Brasília. Mas o que se vê é absoluta passividade na Câmara dos Deputados, com parlamentares minimizando os efeitos da medida nas fábricas de Manaus, fazendo-se de surdos diante dos apelos de lideranças empresariais locais. A postura da bancada é exatamente a que se viu quando propostas recentes foram aprovadas no Parlamento Federal, inclusive com votos de parlamentares do Amazonas, apesar de todo o potencial prejuízo à indústria local. Quais são as chances da Zona Franca, quando aqueles que deveriam defender o modelo adotam um discurso de “não podemos vencer porque somos poucos”? O modelo ZFM vive dias muito sombrios.  (A Crítica)


sábado, 16 de setembro de 2017

Blasfêmia contra Gérson

Devagar. A manchete esportiva do Correio Braziliense exagerou. "Canhotinha de ouro" (15/9) só existe um. Mora em Niterói. Consagrou Pelé e Jairzinho  na Copa de 70, com preciosos lançamento. Foi campeão nos diversos clubes que jogou.   Faltou senso e visão histórica.  Sobrou clubismo.  Gerson Nunes, o legítimo, verdadeiro e único canhotinha de ouro merece respeito. A comparação foi patética, abusiva, infeliz e ridícula. Gerson parou de jogar há 52 anos. Até hoje não apareceu meia cerebral e com forte personalidade como ele. A própria seleção não tem meia que faça com que o torcedor lembre do estupendo Gerson Nunes. É muita responsabilidade para Gustavo Scarpa, bom jogador, ser chamado de canhotinha de ouro.  Enorme blasfêmia para o jovem meia do Fluminense carregar nas costas. 

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

O Formidável elenco de boleiros da pelada do Amaralzão


Somos 36 gloriosos atletas. Altos, baixos, gordinhos, calvos, cabeludos. Uma vez por semana passamos gel ou óleo nas canelas e lá vamos nós.A pelada do Amaralzão nasceu em 1997. Amaralzão é nosso amado anfitrião. Glorioso, atencioso  e figura humana impecável, José Gomes Amaral. Estamos  conscientes  de que nossos jogos são prolongamento de nossas vidas. Não importa se a bola reclame de alguns bicos exagerados ou se geralmente perdemos gols incríveis ou que deixamos de fazer uma bela jogada porque o peso da idade e de corpo não acompanha mais nosso raciocínio . Ou, porque não admitir, a técnica e a intimidade com a bola passaram longe. O importante é que fazemos tudo com ternura divertida. Erramos e  também acertamos. Ainda bem.  Estou certo de que os Deuses da bola nos acompanham e nos protegem. Todos carregamos dentro de nós um pouco de nossos ídolos. Exatamente porque temos consciência de nossas limitações. Ficamos felizes nos achando um Gerson, um Rivelino, um Neymar, um Tafarel, um  Diego, um Ganso, ou um Messi. Se muitos jogadores profissionais também sonham e se espelham em craques antigos, famosos e consagrados, porque nós, boleiros do "Amaralzão" também não podemos sentir este gostinho doce na ponta das  chuteiras? Nosso jantar é na primeira terça-feira do mês. Com presentes aos aniversariantes.  Com  aquela farra, alegria e ternura. Com recordações de lances e muita gozação.  Tudo  com direito a cervejas e refrigerantes. Porque ninguém é de ferro e a vida continua lá fora. Cuidemos, então, do nosso corpo. Das nossas trombadas e caneladas. Porque a vida é bela. Com amizade, solidariedade e alegria.

Recado dado. Firme, claro e categórico. Como devem ser as valorosas iniciativas dos bons combatentes. De setores produtivos e entidades merecedoras de atenção e respeito.  Amazonino Mendes é calejado, do ramo e conhecedor dos pleitos e aflições dos amazonenses e do Amazonas.Não pode nem tem tempo para errar.  Nessa linha, vai governar alinhado aos empresários, valorizando o polo industrial e  combatendo com firmeza e autoridade a canalhada recalcada e covarde que joga as patas na zona franca de Manaus. 
 
  
A Coluna Follow-Up, conforme prometido, continua, nesta semana, repercutindo o anúncio/compromisso do governador eleito, Amazonino Mendes, para sua gestão que se inicia em outubro.  As manifestações continuam. O presidente do CIEAM. Wilson Périco, relembrou, em seu artigo no Espaço da Indústria, uma bandeira de reafirmação da existência da ZFM, motivo de sobra para o Amazonas por a cara no debate e exigir respeito à constitucionalidade de seus direitos contribuições e condições de trabalho. O presidente da FEAM, Antonio Silva, foi direto ao ponto e traduziu arrumar pelo conceito de inovar e pelo respeito à Lei: "Temos recursos de sobra para diversificar a economia". Já o Conselheiro do CIEAM, Armando Ennes, não poderia ser mais emblemático e ilustrativo nas expectativas de todos. "Arrumar a casa é colocar as coisas no lugar e deixar um cheiro bom no ar". Já o empresário Saleh Hamdeh, responsável pelo Observatório da ZFM em Brasília, foi peremptório. "Arrumar não pode ser a mesmice do mesmo".

Wilson Périco: Arrumar é exigir respeito aos direitos constitucionais do Amazonas.
"A Constituição autoriza o mecanismo da renúncia fiscal para reduzir desigualdades regionais. As divisas geradas no Amazonas, portanto, precisam ser investidas na Amazônia para gerar nova base econômica regional. As riquezas naturais desta região, tão cobiçada pelo mundo, precisam de um plano inteligente, sustentável e nacional de negócios. É tão difícil isto. A Costa Rica tem um. A Colômbia está empinando... Os ativos de nossa biodiversidade – ou de nossa geodiversidade – como o potássio do Baixo Amazonas, a maior reserva deste mineral no mundo, vital para os fertilizantes do agronegócios, precisam de desembaraços burocráticos e soluções inteligentes. O nióbio de São Gabriel da Cachoeira, ou os minerais da Renca, a Reserva Mineral, Cultural e estratégica da fronteira do Pará com o Amapá, não podem virar resposta rápida para equacionar o rombo fiscal e moral que nós não criamos. A palavra de ordem é transparência, gestão com inteligência para fazer das oportunidades naturais a inteligente prosperidade social e nacional. Topamos contribuir com a equação do rombo da classe política, mas queremos ser envolvidos na definição do melhor jeito, transparente e competente, de gerenciar a Amazônia. As entidades de classe, que representam as empresas do setor produtivo, querem ter vez e voz na aplicação dos recursos que estão, a duras penas, recolhendo a favor do Brasil."

Antônio Silva "Nossa prioridade é trabalharmos juntos para criar soluções duradouras para o Amazonas"
"Vamos trabalhar e fazer o dever de casa, cada um no seu quadrado, para fazer um governo redondo, integrado, organizado e de longo e médio prazo. Cada um no seu quadrado, mas conversado para acertar o todo como um bordado de tecidos, cada um com sua cor e beleza, para fazer um tapete de uso múltiplo para nossa gente. Temos recursos de sobra para diversificar a economia. Temos recolhido generosamente verbas para pesquisa e desenvolvimento. Não falta nada, além de vontade política e integração dos setores para pintar e bordar um novo Amazonas. O ISI, Instituto Senai de Inovação, está saindo do papel. Nossa sobrevivência industrial e socioeconômica depende de inovação. Nossos instrumentos de pesquisa já podem desenvolver soluções biotecnológicas e de tecnologia da comunicação e informação. O caminho está desenhando. E ele está de acordo com a lei que dá amparo à Zona Franca de Manaus. As resinas, os biopolímeros, as biomoléculas, nosso caminho está claro, temos recursos, só falta arrumar, juntos e comprometidos.

Armando Ennes " Arrumar a casa é colocar as coisas no lugar e deixar um cheiro bom no ar"
"Arrumar a casa quer dizer limpar, é colocar as coisas no lugar e ainda deixar um cheiro bom no ar. Infelizmente nada disto tem-se sobressaído no Estado. E isto não ocorreu apenas nos últimos três anos. Nossa casa está assim, desarrumada faz tempo, e o cenário socioeconômico tem piorado. Desemprego, serviços públicos, saúde, educação, e a segurança, um problema que cresce e que preocupa a todos. Um cenário complicado e que nos inquieta cada dia mais. O que era esporádico passou a ser trivial. Não podemos naturalizar a barbárie. O que era exceção virou rotina. Os colaboradores relatam assaltos, os ônibus das empresas que servem aos trabalhadores. Quando isso vai ser enfrentado e resolvido? Estamos virando um mega corredor de tráfico e violência? Será que nos damos conta dessa violência no cotidiano, da economia sinistra que se espalha pelos nossos rios? O que isso significa e em que tudo isso vai dar? Vamos começar por aí, vamos semear boas atitudes, escolher estratégias, entender e resolver o problema. Isso já começaria a espalhar um cheiro agradável de ordem e tranquilidade

Saleh Hamdeh: "Arrumar não pode ser a mesmice do mesmo"!
"O que dizer de um jargão construído no bojo de um processo eleitoral tumultuado, numa eleição às pressas, no cotidiano de um estado todo fragmentado politicamente e com uma base econômica atingida pelo tiro de morte de uma gestão federal destroçada. Falácia, Oportunismo? Confesso que minha expectativa com relação a esse governo tampão que aí vem não passa da 'mesmice do mesmo'. O que esperar da gestão de um ano e quatro meses de um gestor que já esteve à frente do executivo estadual e municipal, por várias oportunidades, 3 vezes em cada esfera, senão a mesmice do mesmo? O que esperar de um governo que se elegeu sem um plano de governo, sem uma equipe nova e renovada, com resultados de votos omissos ou comprovadamente contrários que superam as marcas históricas de rejeição? O Amazonas precisa de um projeto de estado, com aval, consulta e participação da sociedade, com foco na educação, na gestão responsável e transparente dos gastos públicos, investimentos em infraestrutura básica, investimentos em capital intelectual, em ciência e tecnologia, capaz de transpassar gestão ou mandatos. Não personalizado do tipo" " eu faço e aconteço! Que possa ser adotado, expandido e aperfeiçoado por quem virá nos próximos governos, seja A, B ou C. "

Verdades de Gilmar Mendes doem na alma

Discordo, energicamente, de leitores que tiram o couro  do ministro Gilmar Mendes, pelas contundentes críticas  ao Ministério Público, em geral, e em particular ao procurador-geral, Rodrigo Janot. O jogo é pesado. Para profissionais. A verdade dói na alma.  Mendes não vai se intimidar com a explosão de insultos de vestais grávidas. O ministro age como fazia o saudoso Carlos Lacerda, retrucando desafetos: "Sou contundente e virulento porque não sou servil".

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Meu pai semeava amor e lealdade

A marca do meu pai, Andréa, foi a dedicação aos amigos. Dedicou a vida por eles.  A lealdade expressa em todas as ações. A sinceridade exemplar que encantava quem conviveu com ele. Papai completaria 95 anos neste dia 13 de setembro. Ser humano que faz falta na família, nas rodas dos amigos e nos lugares que trabalhou, sempre com dedicação e zelo pela coisa pública. Andréa semeava amor, solidariedade e otimismo. Com temperamento brincalhão e doce. Mas que explodia diante dos venais, hipócritas, covardes e oportunistas. Pena que não se faça mais Andréas Limongi como antigamente. 
Beijão, amado amigo.
Caro e estimado Limongi, li e reli. Conclui que a lealdade que vc devota aos amigos sinceros e leais vc herdou de seu pai. Um traço marcante. Que edifica o caráter de um homem voltado para a família.  Meus parabéns e um abraço.  Kleber Sampaio

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Chance que Ganso não pode desperdiçar

Amanhã, 13, Liverpoll e Sevilla,  pela Copa da Europa, será o jogo da vida de Paulo Henrique Ganso. Excelente oportunidade para o meia do Sevilla  mostrar ao técnico Tite que tem qualidades para merecer uma chance na seleção brasileira. Os deuses do futebol vistoso, objetivo e inteligente estarão torcendo por Ganso.

Artigo do competente e respeitado advogado Luis Henrique Machado, publicado na Folha de São Paulo, que transcrevo por rigoroso interesse público.

Provas apresentadas pela JBS deveriam ser anuladas? SIM

ELEMENTOS APONTAM PARA A NULIDADE

A Operação Lava Jato tem levado o debate sobre a ciência do direito aos mais variados ambientes. O país ganha cada vez mais quando cidadãos, mesmo de outros ramos, propõem-se a debater e entender os magistrados, promotores e advogados.

Tornar o sistema de Justiça acessível a todos passa, obrigatoriamente, pela disseminação de informações sobre o funcionamento e a aplicação da lei.

Neste momento, é motivo de indignação para parte da população a possibilidade de anulação das provas colhidas a partir da delação da JBS celebrada com o Ministério Público Federal. No entanto, a utilização sem a devida atenção à lei pode gerar danos ao sistema normativo, ao se admitir materiais ilícitos no processo.

Importante frisar que já existem elementos suficientes que apontam para a nulidade. O fato de o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures ter sido filmado pela polícia sem a autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) configura a obtenção de prova ilícita.

A Lei das Organizações Criminosas (12.850/2013) não deixa dúvidas ao estabelecer a necessidade de comunicação prévia ao magistrado para se autorizar a ação controlada. No caso concreto, a lei não foi obedecida.

Em outro episódio do caso JBS, Joesley Batista gravou clandestinamente o presidente da República, Michel Temer. Joesley agiu na qualidade de agente provocador, solapando o princípio da não autoincriminação. Já existem, inclusive, precedentes da Corte Europeia de Direitos Humanos vedando a postura da pessoa que provoca o outro interlocutor com o intuito de se obter uma dada resposta.

É válido esclarecer que a anulação das provas e a invalidação do acordo de colaboração são questões juridicamente distintas -uma não implica a outra.
(FOLHA DE SÃO PAULO 09/09/2017)

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

A verdade vos condenará - Carlos Brickmann


Há gente, sem a qual uma ladroeira desse porte seria inviável, festejando a liberdade. Estão enganados: o tesouro em dinheiro vivo encontrado no apartamento do amigo de Geddel traz o “Abre-te Sésamo” de investigações que poderão chegar a resultados espetaculares. Esqueçamos os dólares e euros: nossa moeda (e nosso tema) é o Real. Os quase 43 milhões de reais.
Imaginemos que o caro leitor tenha fundos para sacar R$ 30 mil de sua conta no banco. Não basta dirigir-se ao caixa: é preciso ligar antes, marcar hora, porque o banco não armazena grandes quantias. Sua transação será comunicada às autoridades e pode entrar nos cruzamentos de informações do seu Imposto de Renda. Aliás, essa comunicação às autoridades é feita a partir de retiradas, cheques ou remessas de R$ 5 mil em diante.
Como ensinou Deep Throat, o delator que ajudou os repórteres Carl Bernstein e Bob Woodward a decifrar o escândalo de Watergate, que derrubou o presidente americano Richard Nixon, siga o caminho do dinheiro. Como é que Geddel pôde juntar R$ 43 milhões sem explicações?
Ou os bancos não informaram as autoridades ou as autoridades fecharam os olhos. Nos dois casos, a falha é suspeita. Não se diga que os corruptores já mandaram as propinas em dinheiro vivo: grandes empresas fazem transferência bancária, pagam em cheque, emitem boletos. Esta é a hora de seguir o caminho do dinheiro. Chegarão aos bancos, ao Governo, a ambos?
Os puros
No quadro de investigações e denúncias da Lava Jato e conexos, brilham  os bancos pela ausência. Devemos imaginar que nenhum banco nacional ou estrangeiro concordou em dar apoio a campanhas eleitorais, em nome, claro, da democracia?  Nenhum terá oferecido um pixuleco a quem poderia ajeitar alguma situação desconfortável? Nem o BNDES, fonte inesgotável de empréstimos a juros baixíssimos, subsidiados por nós, a empresas como a J&F, de Joesley, controladora de JBS, Friboi e outras? É difícil acreditar que justo quem trabalha com dinheiro nunca tenha sido procurado.
Os impolutos
Há casos que mostram bom relacionamento entre bancos e governantes. Um ocorreu quando uma analista de investimentos fez previsões sombrias, e o próprio Lula exigiu sua demissão (lembra? “Essa moça que falou não entende porra nenhuma de Brasil e não entende nada de governo Dilma. Manter uma mulher dessas num cargo de chefia... Pode mandar embora e dar o bônus dela para mim que eu sei como é que falo”). O banco demitiu a analista imediatamente. Ninguém terá recebido o tal bônus, como agrado?
O demolidor
Não nos esqueçamos de que o ex-ministro Antônio Palocci fez um depoimento devastador por conta própria, sem delação premiada. Ele, antes de qualquer outro petista, estabeleceu contato com os bancos. Sabe o que o sistema financeiro fez no verão passado. Sua delação premiada promete.
O autogolpe
“Quando a esperteza é muita”, ensinava o sábio político mineiro Tancredo Neves, “vira bicho e come o dono”. Joesley Batista pensava ser esperto, depois que gravou uma conversa comprometedora com Michel Temer, para entregá-la à Procuradoria, em troca de pagar uma multinha, ficar livre e se mudar com a família, o dinheiro e as empresas para os EUA.
O mundo real
Não era tão esperto assim. Numa gravação que entregou à Procuradoria, havia uma conversa com assessores diretos em que diz grosserias sobre a presidente do Supremo, usa frases que lançam suspeitas sobre as relações com um procurador que o investigava (e logo se demitiu, mudando de lado, para trabalhar com seus advogados), insinua ter sob controle vários ministros do STF. Há duas versões sobre o áudio que gravou e entregou:
a) Não conhecia direito o gravador, que se liga sozinho quando há som. Ao apagar a gravação, não sabia que ela fica fora do alcance, mas um perito a recupera. Só é mesmo apagada quando algo for gravado em cima.
b) Queria vincular seus assessores à delação, para evitar traições.
Em qualquer caso, agiu como amador. E a Polícia Federal é profissional.
Sonho impossível
Joesley tinha um sonho: fazer a delação premiada antes de ser preso, ficar livre, levar suas empresas para os Estados Unidos (talvez a holding J&F para a Irlanda, onde a tributação é mais civilizada), viver no Primeiro Mundo. Acontece que o acordo da delação prevê a perda dos benefícios em caso de omissões ou falsidades. Seus bens podem ficar indisponíveis. Ele e as empresas podem ser acusados de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. As ações podem ser leiloadas para cobrir multas e prejuízos. O segundo maior acionista do grupo, o BNDES, passaria a controlador). Temer não perderia a chance de se vingar. Quem tudo quis nada vai ter.

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Janot é movido a ódio e vingança

Meu texto é de 13 de dezembrode 2016. Ou seja, há 1 ano. Parece que escrevi hoje, setembro de 2017.  Publicado no  meu blog e artigo no portal Cláudio Humberto, onde colaboro com prazer e honra.  Janot continua o mesmo. Dissimulado e jogando para os holofotes. O curioso, embora não me cause surpresa, é que somente agora, setembro de 2017, analistas e colunistas que adoravam Janot, resolveram opinar contra o procurador-geral. Com incrível coragem e civismo. E, claro, com  a pose habitual de arrogância e pretensão. Assim caminha a humanidade.   


 
O vazador mor da República, Rodrigo Janot, sempre na ânsia doentia,  patética e raivosa de aparecer, manda acusação contra Renan Calheiros para o STF. Diante da quadra tensa e confusa que o país atravessa, o deslumbrado Janot deveria se preocupar em trabalhar pela governabilidade, como faz Renan Calheiros a vida inteira, em  vez de sangrar ódio e vingança pelos olhos, colaborando para agravar ainda mais o confuso cenário político.  Desafetos de Renan carregam consigo uma característica comum: não raciocinam, vociferam. Sabem que para sair do anonimato de suas vidinhas medíocres, a tática leviana é criticar ou insultar Calheiros.Renan tem a consciência tranquila que todas suas ações são republicanas. Não vai deixar de cumprir suas tarefas por causa de um açodado e destrambelhado procurador-geral.  A hora crucial exige  sacrifício e colaboração  de todos os segmentos da sociedade. Para que o Brasil volte a crescer. Recuperando a força da economia, atraindo investidores e gerando empregos. Só assim os brasileiros voltarão a confiar nos governantes e na classe política. Janot faz o diabo para ser mais notado do que o juiz Sérgio Moro. Inveja de homem é fogo. Não será à custa de Renan que o arrogante  paladino  de meia pataca Janot vai saciar seus apetites de torpeza, mesquinharia e vingança.  Melancólico o ocaso de Janot. 

Vigarista não tem imagem, mas ficha policial

Patético se não fosse trágico. Advogados dos bandidos Joesley Batista e Ricardo Saud alegaram ao ministro Edson Fachin que os dois crápulas não deveriam sair da polícia federal, em São Paulo, para fazer exame de corpo de delito "para preservar a imagem e a integridade física" dos seus clientes. Desde quando vigarista de colarinho branco tem imagem?Imagem de marginal é  ficha  policial.  Advogados dos ordinários deturpam o uso correto das palavras sem nenhum constrangimento. Querem transformar os vilões em vítimas. Pelo teor das  gravações a justiça anulará  as delações dos mentirosos   Saud e Joesley, além de manter os dois na cadeia por bom tempo.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Calazans,

Li tua  bronca contra Marco Polo Del Nero, na nota "Cartolas em apuros"( 6/9).  Não há denúncias nem investigações no exterior envolvendo o presidente da CBF. A afirmação é da secretária-geral da FIFA. O que existem são  ilações, especulações e o surrado, manjado, repetitivo  e melancólico disse-me-disse do timaço dos hipócritas, paladinos de barro e  desocupados. Mesmo porque, denúncia e investigação não significam condenação.  Em nenhum tribunal do mundo. Em todo caso, a meu ver,uma  boa tentativa para afastar a cartolagem das atuais e importantes  funções,  seria a candidatura independente, isenta e sólida,  de algum profissional respeitado da crônica esportiva. Que tal você, Calazans? Você seria um presidente arretado de bom. Não se habilita? Pense com carinho. Hora propícia. De sair da teoria para a prática. Do fim do palavrório para ações firmes e concretas. Desde já você tem meu desinteressado apoio. Ah, coloque na sua chapa imaculados como Romário, Kfoury e Trajano. Chapa imbatível e gloriosa.  Com um porém: apresenta tua  candidatura em 2020, porque o mandato de Marco Polo Del Nero termina em 2019. Quem sabe, com o Brasil hexa campeão do mundo.

Abraço com fé do leitor e admirador,

limongi

SOB A PRESIDÊNCIA DE AGACIEL MAIA, CEOF APROVA LEI ORGÂNICA DA CULTURA

Sob aplausos de vários militantes da cultura do Distrito Federal, a Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF) da Câmara Legislativa aprovou a chamada Lei Orgânica da Cultura do DF (LOC), composta pelos projetos de lei complementar nº 84 e nº 85/2016, ambos apresentados pelo Poder Executivo.
Desde o início do segundo semestre legislativo, artistas e militantes da cultura vêm mobilizando esforços para convencer os parlamentares a votarem favoravelmente ao projeto, que prevê financiamento a projetos culturais e formaliza o Plano de Cultura, o Sistema de Informações e Indicadores da Cultura e a Rede de Formação e Qualificação Cultural. A Lei Orgânica da Cultura também autoriza a criação da Fundação das Artes do Distrito Federal (Fundarte) e da Fundação do Patrimônio Cultural do Distrito Federal (Funpac-DF).
O relator da Lei Orgânica da Cultura na CEOF, deputado Agaciel Maia (PR), se posicionou a favor da matéria e foi seguido pelos seus pares na comissão. “Brasília já é referência em cultura e será ainda mais com esse avanço. Isso tudo só é possível graças à força da militância cultural nesta cidade”, elogiou Maia. Chico Leite (Rede) concordou com as palavras do relator, enaltecendo a forma como a proposta foi construída: “A proposta foi elaborada com a participação dos artistas, do governo e dos parlamentares, inaugurando um marco legal para a cultura como política de Estado, não de governo”. O deputado Prof. Israel Batista (PV) observou que “em Brasília, a cultura não é assunto secundário” e Júlio César (PRB) parabenizou a mobilização em prol da cultura.
O deputado Rafael Prudente (PMDB) também seguiu o voto do relator, mas levantou questões sobre a previsão orçamentária para o custeio de projetos culturais como previsto na LOC. “Não há previsão na lei orçamentária de 2017 para esses gastos. Faço esse questionamento porque a Câmara Legislativa precisa ser cautelosa e evitar questionamentos jurídicos futuros”, explicou. O relator da proposta, porém, garantiu que o governo fará as adequações orçamentárias necessárias depois da aprovação da lei. Os dois projetos que compõem a Lei Orgânica da Cultura seguem para votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Fonte: CLDF/ Éder Wen – Coordenadoria de Comunicação Social

Afasta de mim esse cálice - Carlos Brickman

     Um sábio político mineiro, Magalhães Pinto, dizia que política é como nuvem: você olha, está de um jeito, olha de novo, está de outro. Ladroeira também. Há surpresas todos os dias; e nunca é para mostrar que alguém foi injustamente acusado de ser ladrão. Pior é que nem sempre é só ladrão.
Comecemos pelo Ministério Público, o implacável (flexível só no caso da JBS): o procurador da República Marcello Miller, braço direito de Janot, deixou a Procuradoria e nos dias seguintes trabalhava com os advogados de Joesley Batista. Já é estranho; mas surgiu uma gravação em que ele analisa a defesa quando ainda deveria estar no ataque, na Procuradoria.
Vamos para Joesley. Há fortes suspeitas de que sua delação premiada tenha sido sob medida: esqueceu alguns crimes e valorizou outros. Caso sua delação seja falha, perde os privilégios que obteve e pode ser julgado, como réu confesso, pelas bandalheiras que revelou ter patrocinado.
Que gravação é essa que surgiu de repente? Provavelmente foi feita por engano. Mas ficaria enrustida se a Polícia Federal não tivesse obtido o áudio por outras fontes. Só foi entregue, então, para que Joesley pudesse dizer que não havia escondido nada. Mas mesmo assim é dinamite.
E a Polícia Federal descobriu, no flat de um amigo de Geddel Vieira Lima, quatro caixas e oito malas de dinheiro que aparentemente são dele.
Até escrever sobre essas coisas faz mal. Há ladrões em cada canto.
Verdade
Cada nova revelação transforma a ladroeira antiga em dinheiro de troco.
O cenário
Caso as falhas na delação levem ao fim dos fabulosos privilégios dos Batista, ou de pelo menos parte deles, que acontece com os denunciados? Há duas correntes: uma, seguindo a Teoria da Árvore Envenenada (cujos frutos são imprestáveis), suspenderia todas as ações iniciadas com base nas denúncias; outra (à qual Janot se filia), acha que os maus delatores podem ser punidos sem que suas revelações se percam. A imprensa tem noticiado, erradamente, que esta ala defende o uso das provas trazidas pela delação. Mas não há provas: há denúncias que devem ser verificadas e confirmadas.
Por que, Janot?
Por que o Ministério Público deixou a Polícia Federal fora do caso Joesley? Sem a Federal, a investigação foi falha – tanto que de repente surge um áudio de quatro horas que tira tudo do lugar. Por que Janot não iniciou processo contra o presidente Michel Temer, quando sugeriu que poderia estar envolvido com Joesley e Marcello Miller – e insinuou que o perdão aos irmãos Batista foi generoso demais? Por que aceitou, sem reação, que Gilmar Mendes o chamasse de desqualificado? Por que aceitou premiar a delação de Joesley, quando a lei diz que chefe de quadrilha não pode ser beneficiado? Joesley admitiu ter subornado 1.820 políticos, mais procuradores, ministros e juízes Só pode ser chefe, jamais subalterno.
Cavalheiro, gentleman
Frase de Joesley, na tal gravação, em conversa com seu diretor Ricardo Saud, referindo-se a uma senhora que participava das negociações entre o grupo e o MP: “Já falei para o Francisco (de Assis Silva, diretor jurídico da JBS), você tem até domingo para comer a (nome da senhora). Se não, eu é que vou comer. Francisco, é trabalho! Vou te dar até domingo que vem. Ou eu é que vou fazer o serviço. Um de nós tem de botar ela na cama”.
Geddel vai às compras
Quando Antônio Carlos Magalhães era presidente do Senado, mandou preparar um vídeo, “Geddel vai às compras”, mostrando o crescimento dos bens do deputado. Mais tarde, ACM se referiu a Geddel como “agatunado”. ACM era autoritário, muito controvertido, mas conhecia tudo de política.
Geddel é acusado de desviar R$ 20 bilhões do FI-FGTS – dinheiro de assalariados, que o Governo usava para emprestar a empresas que criassem empregos. Tirar do FI-FGTS é atingir a poupança popular dos dois lados.
Titular absoluto
O presidente Itamar Franco chamava Geddel de “carrapato de gabinete”. Ele, efetivamente, está sempre num bom gabinete: foi ministro de Lula e Temer, e vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa com Dilma.
Mãe Dinah? Não, Gilmar
O ministro Gilmar Mendes, do STF, acertou a primeira previsão: de que o MP poderia ter problemas quando alguns de seus membros enfrentassem “uma montanha de dinheiro”. Cita dois problemas: Ângelo Vieira (que foi preso) e Marcello Miller. Agora, em suas palavras, faz mais duas “previsões oraculares”: haverá inconsistências em outras delações, como as de Delcídio do Amaral e de Sérgio Machado (da Transpetro); e Janot vai terminar como Protógenes Queiroz – que, por ilegalidades cometidas na Operação Satiagraha, foi condenado pela Justiça e escapou para a Suíça.
    
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DESPERDÍCIOS INACREDITÁVEIS!

O BRASIL é realmente repleto de contrastes convivendo com miseráveis e multimilionários  o que poderia ser até compreensível se não houvesse tantos desperdícios, inobservância de princípios constitucionais, corrupção, falta de planejamento, de continuidade administrativa e de controle de autoridades de todos os níveis.
A isonomia salarial prevista em nossa Lei Maior jamais foi observada e cumprida. É abismal a diferença entre os servidores do Poder Executivo  comparada à do Legislativo e Judiciário que possuem penduricalhos de toda ordem.
Um depoimento falso atribuído ao Deputado Federal  TIRIRICA serviu , porém, para mostrar  que os vencimentos diretos e indiretos de seus colegas se aproximam aos R$ 200 mil mensais.
As redes sociais revelaram que inúmeros juízes de diferentes Estados recebem  mais de R$ 100  mil  por mês. Somente no Tribunal de Justiça de Mato Grosso  um deles  recebeu quase R$ 504 mil, 9 mais de R$ 400 mil, 10 mais de R$ 300 mil, 12 mais de R$ 200 mil, 35 mais de R$ 150 mil e 17 mais de R$ 100 mil. A repercussão foi tão negativa que a Presidente do Conselho  Nacional de Justiça se viu forçada a determinar aos Tribunais a remessa das  folhas de pagamentos de seu pessoal  devidamente detalhadas. Convém observar que o teto constitucional é de R$ 33,7 mil, remuneração  fixa  de Ministro do STF. Mas o mais estarrecedor é que neste Tribunal 9 técnicos e analistas judiciários receberam valores superiores a este limite,  sendo que 1 deles, em julho, foi aquinhoado com R$ 226,8 mil já com o desconto do imposto de renda.
Assim não há reforma que dê jeito neste País!
Os Presidentes do Senado, das Câmaras Federal, Estaduais e Municipais deveriam seguir o exemplo da Ministra CARMEN LÚCIA  que teria, porém, obrigação de corrigir as brutais distorções dentro da mais ALTA CORTE que preside.
Por que nunca fiscalizaram? Não merecemos conhecer a verdade?
A corrupção institucionalizou-se no País nos últimos 30 anos e atingiu níveis alarmantes a partir de 2002. Para tanto  contribuíram a participação e/ou omissão de governantes, a ganância de políticos e empresários, a conivência de dirigentes de organizações  vinculadas ao governo e a falta  de controle de um órgão, semelhante ao extinto Serviço Nacional de Informações, que detectasse  tão graves crimes  e que impusesse respeito e medo aos delinquentes.
A descontinuidade administrativa é evidente e dezenas de obras hiperfaturadas ficam pelo meio do caminho, dando enorme prejuízo aos cofres públicos.
Os planejamentos  mal feitos dão margem a sucessivos aditivos que chegam  a dobrar os orçamentos iniciais , sendo os grandes responsáveis pelos desvios criminosos  nos conluios de corruptos e corruptores.
Outro grande desperdício ocorre por ocasião dos financiamentos  de partidos políticos e de candidatos  às eleições. A maioria dos doadores prefere aguardar a disputa do segundo turno para  contribuir somente aos dois finalistas a fim de se locupletar de privilégios qualquer que seja o resultado.
Agora mesmo, o relator da Reforma Política na comissão especial da Câmara dos Deputados teve a desfaçatez de propor a receita de R$ 3,6 bilhões como fundo público de doações de campanha , sendo R$ 45 milhões destinados  a oito partidos sem qualquer representação. Deve ser registrado que a pressão popular impediu que estas cifras fossem ainda maiores. Por incrível  que pareça, um Ministro do STF ainda as considerou insuficientes....
Preocupados com suas reeleições, os parlamentares decidiram adiar  a discussão deste absurdo.
Alguém financia  a tentativa do ingresso  de um pobre na faculdade? A de um operário na fábrica? A de uma enfermeira no hospital? A de um militar na caserna? A de alguém para qualquer profissão liberal? Todos fazem às suas custas e/ou com ajudas de familiares.
Por que os políticos fogem à regra geral?
Mas o nosso desperdício não fica só aí!
Já viram o que sobra de frutas, legumes e verduras nas calçadas das feiras livres? E de alimentos nos bares e restaurantes? E de remédios vencidos? Na EUROPA isto não ocorre porque enfrentaram e muitos sofreram com as agruras de duas guerras mundiais.
30% da nossa produção agrícola é esbanjada e 13 milhões de brasileiros passam fome ou estão desnutridos.
O pesquisador da UERJ, JOSÉ ABRANTES, demonstrou que nossa perda chega ao elevado índice de 150% do PIB. Nos países europeus varia entre 20 a25% e no JAPÃO é ainda inferior.
Será que outros  também pagam o salário prisional para incentivar a delinquência? E o que recebem os pobrezinhos  para minimizar seus sofrimentos com doenças degenerativas?
E o chamado  “abono barriga” que  estimula  a gestação pueril principalmente dentre as mais carentes , contribuindo para o aumento populacional descontrolado e para o agravamento dos problemas educacionais, de assistência médica, desemprego e insegurança? Recentemente, houve aumento de 15% na gravidez entre os 10 e 19 anos com reflexos no aborto provocado.
Nossa burocracia é medieval e, por falta de liberação, equipamentos caros e importados apodrecem nos galpões e, até mesmo, em hospitais.
Somos  um País rico! Já fomos a 6ª e agora caímos para a 9ª economia mundial dispondo de recursos naturais abundantes.
Mas, sem dúvida, estamos entre os primeiros em desperdício e corrupção, razão pela qual temos de conviver, lamentavelmente, com tantas misérias e contrastes.
E ninguém dá jeito nisto!
Diógenes Dantas Filho - Coronel Forças Especiais/ Consultor de Segurança